domingo, 17 de janeiro de 2010

2010: muito amor e muita música...

Acho que não existe blog mais abandonado que este.
Quanto mais novidades menos ele fica sabendo.
2010 começa com muitas tragédias, regionais, nacionais e internacionais.
Momento de nos reduzirmos à nossa impotência diante das forças da natureza, sem perder o ânimo de recuperarmos as perdas e suavizar marcas de tristeza deixadas.
Em São Luiz, em Angra, no Haiti ... meus pensamentos são os melhores possíveis pela reconstrução não só das estruturas, mas da felicidade também.
Quando o assunto é minha vida posso dizer que 2009 é um grande ano: trabalhei 48 horas semanais pela primeira vez na vida, enfrentei a estrada todos os dias, fiz muitos amigos, perdi alguns amigos, conheci gente que mudou minha vida, me propus a mudar minha vida, emagreci, engordei de novo, comecei mais uma faculdade, fiz vários cursos, quase fiquei louca de tanto estudar, quase fiquei louca de tanto trabalhar, mas...o melhor mesmo foi desenterrar vontades antigas.
Tenho contado aos poucos. Mas a história toda é mais ou menos assim...
"Quando era bem pequena perguntaram pra ela qual era sua música preferida. Uns torceram o nariz, outros acharam interessante que uma garota tão pequena gostasse de Mentiras e de todo o repertório de Adriana Calcanhotto. Surpreendeu também quando o presente pedido já não eram Barbies, e sim um violão, fitas, cd’s.Logo ela começou a escrever suas próprias letras, as quais sempre transformava em músicas com melodias já existentes. Suas paródias chamavam atenção dos professores e dos amigos de seus pais, pois sempre eram letras que criticavam algo (a poluição, o governo, a escola) e de forma engraçada. A primeira música completa, letra e melodia, veio aos 19 anos, em uma homenagem que fez para os pais nas bodas de prata deles. Emocionou a todos os convidados quando cantou “hoje meu coração é um misto de orgulho e alegria, por fazer parte, ser desta família, que primeiro me ensinou a voar, só pra depois, me contar que eu tinha asas”.A partir daí não parou de compor. Seus temas que inicialmente falavam de música e amor foram retomando sua característica já esboçada na infância: as letras críticas, de protesto, de reflexão, além das autobiográficas, passaram a ocupar todo o seu repertório, escrito em um caderno guardado a sete chaves.No ano de 2005, participou do Festival Interunesp de MPB na cidade de Ilha Solteira/SP, com duas de suas canções entre as vinte melhores.
Sem dedicar-se exclusivamente à música formou-se em Geografia e desde então inicia sua carreira profissional na área da educação. Nunca deixou de compor. Nunca deixou de amar a música. Guardou-a num Baú secreto dentro de si. Nunca deixou de colocar ali novos tesouros.
O ano era 2009. Por insistência de sua prima, também artista e principal incentivadora de seu trabalho musical, aceita pensar em propostas relacionadas às suas músicas e à sua carreira de cantora. E aí então o milagre começa a acontecer.
Sem saber por onde começar a procura por músicos que aceitassem participar de um trabalho exclusivamente autoral ela se lembra de um amigo que não via há anos, violonista, apesar de jovem um grande instrumentista. Sem obter respostas por semanas pensou em desistir. Quando um belo dia encontra em seu computador a seguinte mensagem “Se ainda precisar de um violonista podemos conversar”. Trinta segundos depois ela já estava ao telefone com o amigo João Mateus, marcando um bate-papo pra mesma semana e um ensaio de reconhecimento pra um dia depois.
Logo de início ele diz “Você se lembra do Oswaldo baterista né?! Então conversei com ele sobre suas músicas e ele topou participar. Ah! E ele tem um amigo, o Fernando baixista que de repente também aceite tocar com a gente”
Pois bem, logo ela estava diante dos três músicos. PERFEITOS, PROFISSIONAIS, TÉCNICOS, RESPONSÁVEIS, segundo ela e segundo qualquer bom entendedor de música.Como tudo o que é bom pode ficar melhor o Fernando também decidiu convidar alguém e aí apareceu o Pablo, com sua flauta transversal e seu saxofone, dando uma musicalidade ímpar às canções. Num curto espaço de tempo eles se entrosaram na música e na vida tornando-se parceiros musicais e amigos especiais.
Difícil classificar a roupagem do trabalho, em linhas gerais dizem MPB, com influências de Bossa Nova, Samba e Música Regional. Cada ouvido, cada coração poderá dizer melhor o que houve.
Hoje ela, a Ana Paula, se tornou ANA VASQUES (voz), e espera, com a ajuda do Mateus Bustamante (violão), do Oswaldo Cacciolari (bateria), do Fernando Molinari (baixo) e do Pablo Santos (flauta/sax), trazer música de boa qualidade que ofereça descanso, lazer, paixão, reflexão, conscientização e vida!
Hoje ela pode voar! Como sabe e como quer, pois além das asas tem o impulso, o ar ... o sonho!"

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