terça-feira, 11 de agosto de 2009

O primeiro dia de aula!


Lembro com clareza de todos os meus primeiros dias de aula. No início de cada nota etapa principalmente. Eram sensações indescritíveis pois sempre valorizei muito a escola.

Não importa. Do infantil à faculdade tinha em minha mente a clareza de que um importante passo estava sendo dado.

Hoje eu não comecei nada. (aliás continuo de molho por causa da gripe suína dos outros).


Mas levei alguém para o seu próximo passo.

Um primeiro dia. De um antigo sonho.

Que passa a ser meu também pois também passei a acreditar. Pois também lutei para torna-lo real.


Como uma criança...ansiosa pelos novos amigos e professores.

E pelo futuro que começa hoje.


Amo muito ser parte disso.

domingo, 9 de agosto de 2009


Piadinha interna...

2º domingo de agosto...
Todo ano essa data é especial.
Não para todo mundo.
Pra muitos é um dia de lamentação pela perda, pela indiferença, pela não existência, pela violência.
Para outros, e espero eu que seja para a maioria, é um dia de comemoração, presença, troca, esperança, boas lembranças, risadas, cheiro de assado...
Para mim é um dia de olhar...e confirmar...como somos iguais!
E como sou tão grata por isso.

sábado, 8 de agosto de 2009

Perfeição...

Algumas músicas me dão nó na garganta, marejam os olhos, fazem refletir sobre tantas coisas.
São poucas.

Mas existem.

E há muito tempo não surge uma nova.

Há dois dias me apresentaram uma.

http://www.youtube.com/watch?v=eWcfN5YOj5o a quem possa interessar...
Se eu só ouvisse me emocionaria muito. Se eu só visse me emocionaria muito.

Mas eu vi e ouvi e então fica difícil descrever o que senti.

Por mil motivos...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

25 anos...


No meu último bolo tinham 25 velas. Tá...na verdade só tinha uma simbólica, mas que representavam minhas 25 primaveras. Escrevi algumas coisinhas sobre isso na época. Achei bonito.


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O NÚMERO 25 !!!

A moedinha mais bonita é a de 25 centavos ...

A beleza da prata representa 25 anos de casamento...

Viver 25 anos quer dizer que já se viveu 1/4 de século...

Se é a idade mais bonita eu não sei...mas certamente no momento é minha melhor idade.

Um dia sei que vou reunir meus netos, caso os tenha, ou então crianças que eu conheça(ou não...) simplesmente para dizer :
" Quando eu tinha 25 anos consegui fazer de tudo para ser feliz! Vivi as maiores aventuras, conheci os mais belos lugares, amei intensamente, trabalhei muito, fui ao show da Madonna!!!"

Enfim, ter 25 anos terá sido um grande acontecimento.

Quero que a cada ano minha intensidade continue mais legitma.
Que o passar dos anos não vire um peso nas minhas costas e, que ao contrário, eu sinta a leveza de alguém que está compreendendo o sentido da vida a medida que vive...sem se apressar.

E os arrependimentos??? Acho que são mais leves quando se tem 25...já não há as tempestades em copo d´água que se faz aos 15, e talvez nem a conformidade dos 45...

Há um jeito de ser especial para quem tem 25...mas também há uma cobrança pessoal para que se torne o adulto que a idade significa.
Nunca achei que faria isso mas vou citar uma música que diz muito sobre esse momento (por uma força do acaso essa música é da Britney Spears rsrsrsrsrs)

I´m not a girl, not yet a woman
(tradução)

Eu costumava pensar
Que tinha respostas para tudo
Mas agora eu sei
Que a vida nem sempre
Segue meu rumo, yeah...Sinto como se tivesse sido pega no meio
Isso é quando percebo...

Não sou mais menina e nem mulher sou ainda,
Tudo que preciso é de tempo
Um momento só pra mim
Enquanto ele não chegar

Eu não sou uma garota
Não é preciso me proteger
É tempo de
Encarar tudo isso sozinha
Eu já vi muito mais do que você possa pensar agora
Então não me diga para fechar os olhos

Eu não sou uma garota
Mas se você me olhar de perto
Você vai ver em meus olhos
Essa garota vai sempre achar
Sua trilha

Eu não sou uma garota (Eu não sou uma garota não me diga no que acreditar)
Nem uma mulher (Eu estou tentando achar a mulher dentro de mim, yeah)
Tudo que preciso é tempo (Tudo o que preciso)
Um momento que seja só meu (só meu)
Enquanto ele não chegar

Não sou mais menina
Nem mulher ainda
Eu só preciso é de tempo (é tudo que preciso)
De um momento só pra mim
Enquanto ele não chegar
Não sou mais menina... E nem mulher sou ainda...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Explicando...


Sempre quis ter um blog.
Mas as experiências já mencionadas com os diários protelaram essa realização para hoje.
Tenho alguns escritos guardados. E os que mais gosto postarei.
Sem cronologia alguma.
Quando der vontade.

E por falar em mentiras...


Dizem que criança não mente... mas isso não é verdade. Ou então nunca fui criança...
Foi o que eu ouvi de uma amiga um dia desses “Que criança mais madura... esquisito”. Tudo porque ela pediu minha opinião enquanto preparava uma coletânea de músicas infantis para o chá de bebê da cunhada. “Paula, que música você mais gostava quando era criança?”, a cara dela de espanto quando eu disse “Mentiras” foi muito engraçada.

Isso não é mentira. Meu gosto musical na infância incluía uns nomes incomuns para a idade (Moraes Moreira, Gaúcho da Fronteira... Adriana Calcanhotto, rsrs). Não que eu não gostasse da Xuxa, do Trem da Alegria, do Balão Mágico, isso era pra eu me divertir... Adriana era o que me fazia refletir.

E não pense que foi influência da família, (se fosse assim eu só gostaria de Roberto Carlos e Milionário e José Rico). Era uma escolha minha. EU tinha ouvido a Adriana, era uma descoberta. EU. Não era uma coisa que minha mãe botou pra eu ouvir, que a professora mostrou, um coleguinha dançou... EU ouvi! Numa rádio AM que eu adorava (as AM´s constroem muitos gostos rs).

Lembro até do nome da apresentadora do programa. Eu também era fascinada pela voz dela. Ouvia todos os dias às 8h da noite. Ligava, conversava com ela pedia diversas músicas, oferecia aos outros. Achava fabuloso!
Um dia minha mãe me disse que ela trabalhava na prefeitura municipal, onde minha mãe também trabalhava. Combinamos então de ir conhecê-la na saída.
Lá fui toda pomposa conhecer a dona daquela voz. Decepção. Ela era feia... Eu imaginava um anjo. Realmente ela tinha uns olhos azuis, muito azuis, e um cabelo loiro, muito loiro. Mas parece que essas características não se combinavam bem e o resultado não era bom.

À noite liguei no programa como de costume. Sem a mesma vibração na voz.. Era perceptível. E eu não queria que ela mencionasse o fato de que havíamos nos conhecido, pois eu não saberia o que dizer. Mas ela mencionou. E eu, pela primeira vez de que me lembro bem, menti para muitas pessoas de uma só vez.
Minha barriga gelou quando ela em atendeu dizendo “Alô! Ana Paula minha querida! Queridos ouvintes hoje eu conheci nossa amiguinha. Como você é uma garota encantadora!!! E você o que achou de mim? Se espantou com a feiúra?” e eu, sinicamente, “Não! Eu te achei linda”!

E fiquei torcendo para que ela não ouvisse os risos vindos da sala da minha casa... e certamente de todas as salas onde pessoas, que já a tivessem visto, ouvissem o programa.
Ela me agradeceu e perguntou o que eu gostaria de ouvir e eu, sinicamente, disse “MENTIRAS”.

Meus pais ficaram com vergonha... até hoje eu me pergunto se fiz isso de propósito. E por tempos e tempos “Mentiras” seria o fundo musical para uma grande mentira via ondas do rádio... estações... canais...ao vivo...ou não.

Mas a verdade é que eu me delicio com minhas descobertas. Com as Adrianas que tenho encontrado em sonhos há dezesseis anos.

Até ontem eu achava realmente que ela era um sonho. Um holograma, algo virtual... Intocável. Por uma besteira minha tudo foi uma surpresa.

Minha programação (falta no trabalho)
30/10 – 17:20 Mostra Internacional de Cinema “A Casa de Pandora” Reserva Cultural
19:00 Noite de autógrafos do amigo Berg “Hinos de todos os países do Mundo”
Martins Fontes – Paulista
22:00 Retornar para São José dos Campos – onde eu moro e por sinal acordo às 5:30 da madrugada todos os dias.

Chego à Martins Fontes, abraço meu amigo, compro o livro, abraço de novo, dedicatória personalizada. Uma amiga, nem tão amiga, mas de quem ganhei o melhor presente, que estava lá diz “Gente já vou indo porque hoje tem o lançamento do livro da Adriana Calcanhotto e é um pouco perto daqui”.

Meu coração foi na boca. Como eu não liguei o tempo ao espaço?! EU recebi um e-mail com a data e horário da noite de autógrafos e não me atentei de que estaria em SP justamente no mesmo dia, horário, local e se não fosse essa amiga nem tão amiga assim eu iria embora para a casa somente com o livro “Hinos de todos os países do mundo” na bolsa.

A programação ganhou mais um item que me fez chegar em casa quase uma da manhã e que me faz estar até agora parecendo um urso panda fantasiado de fã.
Mas não estou me importando não porque ontem eu vi a Adriana, meio que sem querer, meio que de repente...
Daqueles encontros que não se espera, mas que quando acontece parece que é eterno.

Ensaiei tantas coisas para dizer a ela enquanto aguardava na fila pelo autógrafo no meu livro... mas a única coisa que consegui dizer foi “obrigado”. Parece que de dentro dela sai uma luz, algo de bom que prende o olhar e não importa quantos famosos estão ao redor... Só se enxerga ela.
O brilho daqueles olhos é hipnotizante... E quando ela escreveu meu nome me senti a criatura mais importante do mundo. E quando a máquina da minha amiga, agora quase melhor amiga, não funcionou dei graças a Deus por poder ficar abraçada um pouco mais junto à Adriana até que uma viva alma se oferecesse para bater uma foto e enviar por e-mail depois...
E quando ela parou do meu lado na calçada, já de saída, como alguém pára do lado da gente para atravessar uma rua, de novo as palavras me faltaram e só me restou resignar-me... na minha condição de observadora, admiradora, amadora... rs... vê-la entrar no carro e partir.

Já não me sinto tão culpada por ter colocado uma locutora de rádio em maus lençóis, em rede regional, aos oito anos de idade, só para ouvir “Mentiras”...

Sei lá...acho que coincidências às vezes são presentes que ganhamos ...
Paro por aqui...quero compor uma canção para Adriana...não sei se comentei, mas aos oito anos, mais do que ouvir Adriana na AM eu queria “ser ela” e aprendi a tocar violão ...para poder tocar Mentiras...


(escrito em 31/10/08)

O Diário de Mim

Já escrevi muito sobre mim na infância.
Hoje quando me recordo dos meus diários e cadernos com cadeados e trancas é impossível não rir.
Quem se interessaria em saber sobre "hoje eu acordei, tomei um delicioso café da manhã e assisti Rá-Tim-Bum..."? O pior era que eu mentia. Não tomava nenhum café da manhã, muito menos delicioso.
Eu acordava tarde. Comia besteiras. E de manhã preferia ver a Xuxa.
Vejo pelo lado bom. Era puro marketing-pessoal-infantil. Para mim mesma.
Mas me parecia politicamente correto, afinal caso alguém o lesse acharia que eu havia tomado o café! Enfim.

Se isso lhe fez desistir de ler o que vier logo acima, achado que são inverdades saiba que me tornei muito sincera. Caso não acredite em mim vou entender. Minhas histórias são reais, meus pensamentos também, mas não culparei ninguém que, por ventura, vier a achar que são frutos da imaginação, alucinação, aparição, premonição...resumindo...mentiras. É isso mesmo. Fácil de confundir. Esse é o meu mundo.

Eu deveria ter feito um teste...


Minha postagem estava pronta...não sei o que fiz.
Sumiu.
Um mouse faz muita falta.
Um teste também.
Eis aqui...